Congestionamento a qualquer hora

Congestionamento

Não é porque chove torrencialmente, não é porque tem um horário melhor ou pior. O fato é que a coisa congestiona sem aviso! Aqui estou na Av. Goethe, ao lado do parque Moinhos de Vento – Parcão.

De fato o estudo aquele mostra que teremos que trabalhar duro se quisermos mostrar serviço até a copa do mundo. Vamos ver o que o prefeito prepara para nossa maravilhosa cidade no que diz respeito ao trânsito e melhorias viárias no gera.

Mobilidade urbana: desafios brasileiros

É nóis quando parar tudo mano

Paulo Resende, Ph.D.
Professor de Gestão de Operações e Logística da Fundação Dom Cabral

Pesquisas recentes mostram que o trânsito nas grandes cidades brasileiras gera uma perda de 5% na produtividade do País, aqui considerando-se o quanto se produz e quanto se gasta na produção. Na média, um cidadão em São Paulo demora cerca de duas horas e meia para chegar ao trabalho, com uma velocidade média de 24 km/hora, enquanto em Nova York tal velocidade chega a 42 km/hora, Berlim 38 km/hora e Londres 30 km/hora. Outras pesquisas mostram que, se nada for feito, alguns corredores de São Paulo sofrerão uma paralisação completa em 5 anos. Essa situação pode atingir o Rio de Janeiro em 10 anos, e Belo Horizonte e Porto Alegre em 15 anos.

A situação é dramática e são vários os fatores que levaram ao caos no tráfego. No entanto, alguns se destacam pela intensidade da contribuição. O acesso ao crédito, facilitando a aquisição de veículos e a inserção de frota nova (só em São Paulo tem-se um licenciamento médio de 1.500 veículos/dia) sem substituição da frota antiga, que forma uma equação explosiva de velhas e novas tecnologias em um mesmo ambiente. Tem-se também a falta de transporte coletivo, que poderia permitir uma alternativa de mobilidade mais adequada aos padrões das metrópoles, associada à ausência de investimentos sustentados para o aumento da capacidade das vias, o que poderia aliviar um pouco o sistema de crescimento da frota.

Por fim, a presença de veículos de cargas que deveriam contornar os hipercentros, mas, ao contrário, misturam-se perigosamente ao tráfego de curta distância, reduzindo, drasticamente, os tempos de deslocamento. Dependendo do ponto de vista, vários outros fatores poderiam ser listados, mas a dramaticidade da deterioração da mobilidade urbana já se satisfaz com os aqui listados.

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